Texto e Ilustração de meu irmão, Marcos
Achei muito legal por isto coloco aqui...
Parabéns e beijos
Sempre que chega essa época de
eleições políticas me lembro do
Robin Hood. Aquele sujeito que roubava dos ricos para dar aos pobres. O personagem lendário avesso à política oficial, até por não ter liberdade para fazer outra coisa que não fosse trabalhar na obscuridade.
Será que se fosse eleito Robin Hood continuaria a ser herói? Provavelmente não!
Mas, caso pudesse eleger-se, por exemplo, xerife de Notingham, como seria sua campanha? Colocaria-se como Salvador da pátria? Defenderia uma mudança imediata e radical em “tudo que está aí” (lá, naquela época)? Beijaria criancinhas? Comeria buchada de bode? Movimentaria as mãos de forma decorada, roboticamente como o ministro
Tarso Genro, ou em movimentos amplos como o do senador
Pedro Simon? Seria popular como o
Lula? Persistente como o
Maluf? Empertigado como a
Marta?
Será que Robin trocaria a companhia do bom
frei Tuck pela dos bispos? Faria um conchavo com o príncipe João? Sim, porque em política o fim justifica os meios. Criaria cargos públicos para seus companheiros de guerrilha?
Acho que eu passaria a ter um pé atrás com Robin Hood, caso ele se candidatasse a um cargo político.
Bem, essa ilustração do
Robin Hood eu fiz há alguns anos atrás, para a capa de um livro do
Pedro Bandeira, publicado pela
Quinteto Editorial. Aproveito para publicá-la aqui e lembrar de um herói que eu sempre gostei, mas que certamente não teria estômago para a política partidária.

Robin Hood